A pesquisa
Levantamento das galerias de São Paulo e primeiras composições gráficas.
Pesquisa independente · prática artística · ARIÊ
O Negrestudo investiga representação, acesso e poder no sistema da arte. Uma pesquisa independente que reúne dados, prática artística e crítica institucional.

A pesquisa que deu início a tudo
O levantamento de 24 galerias tornou visíveis escolhas e desigualdades do circuito paulistano. Sua publicação integral reúne o manuscrito de 20 páginas, os elementos gráficos, a circulação da pesquisa e as ressalvas necessárias para lê-la hoje.
Levantamento das galerias de São Paulo e primeiras composições gráficas.
Texto integral, gráficos e notas críticas.
Nova edição sobre representação de artistas no Brasil.
01 / Pesquisa atual
A nova edição mapeia a representação de artistas em galerias com atuação permanente no Brasil, a partir da pesquisa iniciada em São Paulo.
Vínculos de representação em 6 de novembro de 2026
Primeira etapa da nova edição, dedicada às galerias com atuação permanente na cidade de São Paulo.
A expansão nacional reúne galerias de diferentes regiões para investigar quem é representado e como esses vínculos se organizam.
O inventário reúne instituições candidatas. Sua abrangência e os critérios de inclusão estão descritos na metodologia.
02 / Acompanhamento
Consulte as instituições contatadas e o andamento da conferência dos elencos.
| Instituição / recorte | Tipo de contato | Estado da conferência | Envio / prazo | Fonte pública |
|---|
Os registros são atualizados após conferência, com fonte e data. Correspondências e respostas individuais permanecem confidenciais.
03 / METODOLOGIA PÚBLICA · BR-v0.4
A pesquisa distingue artistas, instituições e vínculos de representação. Fontes, critérios de inclusão e limites de cobertura acompanham os resultados.
01
Galerias com atuação permanente no Brasil. A etapa paulista e a expansão nacional mantêm recortes identificados; a inclusão depende da atividade e da natureza dos vínculos documentados.
02
Pessoa, coletivo, espólio, artista único e vínculo de representação são registros distintos. Uma pessoa pode ter mais de um vínculo. Exposições, edições e revenda não equivalem a representação continuada.
03
Raça/cor e gênero são informados pela própria pessoa, de forma opcional. Não são inferidos por fotografia, nome ou nacionalidade. Informações ausentes permanecem desconhecidas.
04
Os vínculos se referem a 6 de novembro de 2026. Cada registro distingue a data da fonte, da resposta e da revisão, com histórico de correções.
05
O inventário nacional reúne 72 instituições candidatas, com localidades em 23 UFs. Não constitui um censo. AC, AP, RO e PB permanecem como lacunas de descoberta, sem indicar ausência de galerias.
06
O manuscrito de 2019 e suas notas são preservados. Comparações com 2026 dependem da auditoria das unidades, classificações, denominadores e cobertura das duas bases.
05 / Prática artística
Texto, gráficos e composição visual também são formas de investigação no Negrestudo. A prática artística interroga os critérios que distribuem visibilidade e legitimidade no sistema da arte.
06 / Museus e acervos
Estudos encomendados podem combinar diagnóstico da qualidade dos registros, análise de representação em um recorte definido, relatório e conversa com a equipe. Publicação ou intervenção artística pode integrar uma proposta separada.
O financiamento deve ser declarado. A instituição pode revisar fatos, mas não determinar conclusões ou exercer veto editorial. Acesso, confidencialidade, autoria e condições de divulgação são definidos antes do trabalho.
Conversar sobre um estudo ↗07 / Autoria e continuidade
Artista, educador e pesquisador brasileiro, formado em Artes Visuais pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Autor do Negrestudo, aproxima pesquisa, criação artística e reflexão sobre representação e poder no sistema da arte.
Contato com o autor ↗Projetos e colaborações
Jogo educativo e formações para escolas e grupos.
Conhecer o projeto ↗Diagnóstico, estudo de representação e possibilidades artísticas.
Conhecer a proposta ↗Independent research · artistic practice · ARIÊ
Negrestudo investigates representation, access and power in the art system. An independent research project combining data, artistic practice and institutional critique.

The research that started it all
The study of 24 galleries made choices and inequalities in São Paulo’s gallery circuit visible. Its complete publication brings together the 20-page manuscript, graphics, the research’s circulation and the critical context needed to read it today.
A study of São Paulo galleries and the first graphic compositions.
The full text, graphics and critical notes.
A new edition on artists’ representation in Brazil.
01 / Current research
The new edition maps artists’ representation by galleries operating permanently in Brazil, building on the research begun in São Paulo.
Representation links as of 6 November 2026
The first stage of the new edition focuses on galleries operating permanently in the city of São Paulo.
The national expansion brings together galleries from different regions to investigate who is represented and how those relationships are structured.
The inventory contains candidate institutions. Its scope and inclusion criteria are set out in the methodology.
02 / Participation tracking
Explore the institutions contacted and the progress of artist roster reviews.
| Institution / scope | Contact type | Review status | Sent / deadline | Public source |
|---|
Records are updated following review, with sources and dates. Correspondence and individual responses remain confidential.
03 / PUBLIC METHOD · BR-v0.4
The research distinguishes artists, institutions and representation links. Sources, inclusion criteria and limits of coverage accompany the findings.
01
Galleries operating permanently in Brazil. The São Paulo stage and national expansion retain distinct scopes; inclusion depends on documented activity and types of representation.
02
A person, collective, estate, unique artist and representation link are separate records. One person may have several links. Exhibitions, editions and resale do not constitute ongoing representation.
03
Race and gender are reported voluntarily by the individual. They are not inferred from photographs, names or nationality. Missing information remains unknown.
04
Representation links refer to 6 November 2026. Each record distinguishes source, response and review dates and maintains a correction history.
05
The national inventory contains 72 candidate institutions with locations in 23 states. It is not a census. AC, AP, RO and PB remain discovery gaps, without implying the absence of galleries.
06
The 2019 manuscript and notes are preserved. Comparisons with 2026 depend on auditing units, classifications, denominators and coverage in both datasets.
05 / Artistic practice
Text, graphics and visual composition are also forms of enquiry in Negrestudo. Artistic practice examines the criteria that distribute visibility and legitimacy in the art system.
06 / Museums and collections
Commissioned studies can combine a review of collection data quality, representation research within a defined scope, a report and a team presentation. A publication or artistic intervention can be scoped separately.
Funding must be disclosed. The institution may check facts but cannot determine conclusions or exercise an editorial veto. Access, confidentiality, authorship and publication terms are agreed before work begins.
Discuss a study ↗07 / Authorship and continuity
Brazilian artist, educator and researcher, trained in Visual Arts at Universidade Estadual Paulista (UNESP). The author of Negrestudo brings together research, artistic practice and reflection on representation and power in the art system.
Contact the author ↗Projects and collaborations
An educational game and training for schools and groups.
Explore the project ↗Data review, representation studies and artistic possibilities.
Explore the proposal ↗Investigación independiente · práctica artística · ARIÊ
Negrestudo investiga representación, acceso y poder en el sistema del arte. Una investigación independiente que reúne datos, práctica artística y crítica institucional.

La investigación que dio origen al proyecto
El estudio de 24 galerías hizo visibles decisiones y desigualdades del circuito de São Paulo. Su publicación íntegra reúne el manuscrito de 20 páginas, los gráficos, la circulación de la investigación y las observaciones críticas necesarias para leerla hoy.
Estudio de galerías de São Paulo y primeras composiciones gráficas.
Texto íntegro, gráficos y notas críticas.
Nueva edición sobre representación de artistas en Brasil.
01 / Investigación actual
La nueva edición estudia la representación de artistas por galerías con actividad permanente en Brasil, a partir de la investigación iniciada en São Paulo.
Vínculos de representación al 6 de noviembre de 2026
La primera etapa de la nueva edición se centra en galerías con actividad permanente en la ciudad de São Paulo.
La expansión nacional reúne galerías de distintas regiones para investigar quién está representado y cómo se organizan esos vínculos.
El inventario reúne instituciones candidatas. Su alcance y los criterios de inclusión se describen en la metodología.
02 / Seguimiento
Consulta las instituciones contactadas y el avance de la revisión de sus elencos.
| Institución / ámbito | Tipo de contacto | Estado de revisión | Envío / plazo | Fuente pública |
|---|
Los registros se actualizan tras su revisión, con fuentes y fechas. La correspondencia y las respuestas individuales son confidenciales.
03 / METODOLOGÍA PÚBLICA · BR-v0.4
La investigación distingue artistas, instituciones y vínculos de representación. Las fuentes, criterios de inclusión y límites de cobertura acompañan los resultados.
01
Galerías con actividad permanente en Brasil. La etapa paulista y la expansión nacional mantienen ámbitos identificados; la inclusión depende de la actividad y los vínculos documentados.
02
Persona, colectivo, legado, artista único y vínculo de representación son registros distintos. Una persona puede tener varios vínculos. Exposiciones, ediciones y reventa no equivalen a representación continuada.
03
Raza y género son informados voluntariamente por cada persona. No se infieren por fotografías, nombres o nacionalidad. Los datos ausentes permanecen desconocidos.
04
Los vínculos corresponden al 6 de noviembre de 2026. Cada registro distingue fechas de fuente, respuesta y revisión, con historial de correcciones.
05
El inventario nacional reúne 72 instituciones candidatas con localidades en 23 UF. No es un censo. AC, AP, RO y PB siguen como lagunas de descubrimiento, sin indicar ausencia de galerías.
06
Se preservan el manuscrito de 2019 y sus notas. La comparación con 2026 depende de auditar unidades, clasificaciones, denominadores y cobertura de ambas bases.
05 / Práctica artística
Texto, gráficos y composición visual también son formas de investigación en Negrestudo. La práctica artística interroga los criterios que distribuyen visibilidad y legitimidad en el sistema del arte.
06 / Museos y colecciones
Los estudios por encargo pueden combinar diagnóstico de la calidad de los registros, análisis de representación en un ámbito definido, informe y presentación al equipo. Una publicación o intervención artística puede presupuestarse por separado.
La financiación debe declararse. La institución puede revisar hechos, pero no determinar conclusiones ni ejercer veto editorial. El acceso, la confidencialidad, la autoría y las condiciones de difusión se acuerdan antes de iniciar el trabajo.
Conversar sobre un estudio ↗07 / Autoría y continuidad
Artista, educador e investigador brasileño, formado en Artes Visuales por la Universidade Estadual Paulista (UNESP). Autor de Negrestudo, reúne investigación, creación artística y reflexión sobre representación y poder en el sistema del arte.
Contactar con el autor ↗Proyectos y colaboraciones
Juego educativo y formaciones para escuelas y grupos.
Conocer el proyecto ↗Diagnóstico, estudio de representación y posibilidades artísticas.
Conocer la propuesta ↗Recherche indépendante · pratique artistique · ARIÊ
Negrestudo étudie la représentation, l’accès et le pouvoir dans le système de l’art. Une recherche indépendante associant données, pratique artistique et critique institutionnelle.

La recherche à l’origine du projet
L’étude de 24 galeries a rendu visibles les choix et les inégalités du circuit de São Paulo. Sa publication intégrale réunit le manuscrit de 20 pages, les graphiques, la diffusion de la recherche et les repères critiques nécessaires pour la lire aujourd’hui.
Étude des galeries de São Paulo et premières compositions graphiques.
Texte intégral, graphiques et notes critiques.
Nouvelle édition sur la représentation des artistes au Brésil.
01 / Recherche actuelle
La nouvelle édition étudie la représentation des artistes par les galeries actives de façon permanente au Brésil, dans le prolongement de la recherche commencée à São Paulo.
Liens de représentation au 6 novembre 2026
La première étape de cette nouvelle édition porte sur les galeries actives de façon permanente dans la ville de São Paulo.
L’extension nationale réunit des galeries de différentes régions pour étudier qui est représenté et comment ces liens s’organisent.
L’inventaire réunit des institutions candidates. Son périmètre et ses critères d’inclusion sont présentés dans la méthodologie.
02 / Suivi de la participation
Consultez les institutions contactées et l’avancement de la vérification des listes d’artistes.
| Institution / périmètre | Type de contact | État de vérification | Envoi / échéance | Source publique |
|---|
Les données sont mises à jour après vérification, avec sources et dates. Correspondances et réponses individuelles restent confidentielles.
03 / MÉTHODE PUBLIQUE · BR-v0.4
La recherche distingue artistes, institutions et liens de représentation. Sources, critères d’inclusion et limites de couverture accompagnent les résultats.
01
Galeries actives de façon permanente au Brésil. L’étape de São Paulo et l’extension nationale gardent des périmètres identifiés ; l’inclusion dépend de l’activité et des liens documentés.
02
Personne, collectif, succession, artiste unique et lien de représentation sont des enregistrements distincts. Une personne peut avoir plusieurs liens. Expositions, éditions et revente ne valent pas représentation suivie.
03
Les identités raciales et de genre sont déclarées volontairement par chaque personne. Elles ne sont déduites ni de photographies, ni de noms, ni de nationalités. Les données absentes restent inconnues.
04
Les liens se rapportent au 6 novembre 2026. Chaque enregistrement distingue dates de source, de réponse et de vérification, avec un historique des corrections.
05
L’inventaire national réunit 72 institutions candidates situées dans 23 États fédérés. Ce n’est pas un recensement. AC, AP, RO et PB restent des lacunes de repérage, sans indiquer l’absence de galeries.
06
Le manuscrit de 2019 et ses notes sont préservés. Une comparaison avec 2026 nécessite un audit des unités, classifications, dénominateurs et couvertures des deux ensembles.
05 / Pratique artistique
Texte, graphiques et composition visuelle sont aussi des formes de recherche dans Negrestudo. La pratique artistique interroge les critères qui distribuent visibilité et légitimité dans le système de l’art.
06 / Musées et collections
Les études sur commande peuvent associer un diagnostic de la qualité des données, une analyse de la représentation dans un périmètre défini, un rapport et une présentation à l’équipe. Une publication ou une intervention artistique peut faire l’objet d’une proposition distincte.
Le financement doit être déclaré. L’institution peut vérifier les faits, mais ne peut ni déterminer les conclusions ni exercer de veto éditorial. L’accès, la confidentialité, les droits d’auteur et les conditions de diffusion sont définis avant le début du travail.
Échanger autour d’une étude ↗07 / Auteur et continuité
Artiste, éducateur et chercheur brésilien, formé en arts visuels à l’Universidade Estadual Paulista (UNESP). Auteur de Negrestudo, il associe recherche, création artistique et réflexion sur la représentation et le pouvoir dans le système de l’art.
Contacter l’auteur ↗Projets et collaborations
Jeu éducatif et formations pour les écoles et les groupes.
Découvrir le projet ↗Diagnostic, étude de la représentation et possibilités artistiques.
Découvrir la proposition ↗Arquivo histórico / pesquisa de 2019
O manuscrito, os gráficos e a leitura crítica da edição publicada no YURA Journal, reunidos aqui para consulta. Pesquisa e autoria de ARIÊ.
Texto integral e notas editoriais em português; apresentação e ferramentas disponíveis em quatro idiomas. A introdução em inglês da edição do Journal também foi preservada.
Esta investigação partiu da representação de artistas em 24 galerias de São Paulo. O manuscrito articula história do circuito, acesso, desigualdade racial, gênero e território. A edição preserva os argumentos e números originais e apresenta, separadamente, problemas de classificação, somas e unidades de análise. O total de 619 é o informado pelo estudo; não é uma contagem auditada de pessoas únicas. A nova rodada não utilizará fotografia, nome ou nacionalidade para preencher identidades.
As notas reproduzidas abaixo pertencem à edição histórica do Journal. Sua referência à ausência de nova coleta descreve aquela publicação; a rodada atual de 2026 é apresentada separadamente no site.
MANUSCRITO ORIGINAL · TRANSCRIÇÃO INTEGRAL
O cenário de galerias de arte em São Paulo vem sendo formado desde a década de 40, iniciando a partir da realização de alguns salões de arte e exposições de artistes brasileires e estrangeires que irão gerar os primeiros centros de comércio. Mas foi com a eclosão da Segunda Guerra Mundial que vemos uma maior profissionalização do mercado de arte brasileira devido a um grande número de marchands e colecionadores da Europa, que tiveram sua migração incentivada pelo governo brasileiro por terem de fugir de seus países de nascimento. Nesta época o Rio de Janeiro ainda era a cidade central quanto ao meio artístico, tendo instituições como o MAM – Museu de Arte Moderna – RJ, IAB – Instituto dos Arquitetos Brasileiros e as galerias Askanazy e Tenreiro sendo referências e pontos de encontro para artistas. Em São Paulo, temos como maiores destaques culturais o MAM – Museu de Arte Moderna – SP e a galeria Domus. Esta galeria vem a falir apenas alguns anos depois de sua fundação, assim como outras menores da cidade 1 .
Com a acentuada industrialização e tendo grandes investimentos econômicos liberais no país, os anos 50 vieram com fortes iniciativas institucionais em todas as áreas, inclusive na arte moderna. Temos as fundações do MASP – Museu de Arte de São Paulo, e a realização da 1ª Bienal de São Paulo, transformando a cidade em uma vanguarda internacional de produção artística e valorizando as obras de artistas brasileires em um cenário global. No final da década, ainda houve a fundação da Galeria São Luís, outro espaço que fortaleceu e agitou o mercado cultural2 .
Em consequência da vasta produção artística realizada nos anos 50, muito incitada pela ideia de progresso que havia no Brasil nesta época, os anos 60 surgem com o estabelecimento de um mercado de galerias maior, estas quais: Selearte, Mirante, Art Art (talvez a primeira galeria a exibir arte contemporânea em São Paulo), R e R, Arte Global (dirigida na época por Raquel Arnaud, que funda uma galeria com seu nome ainda na mesma década), Astréia, Atrium, Cosme Velho e Seta. O crescimento e estruturação do mercado é tal que dão margem para a formação de um espaço de contestação, de contracultura, como a Rex Gallery3, que se comporta de maneira afrontosa e questionadora sobre o sistema de comercialização das obras de arte e se propondo como um espaço para criação de uma nova vanguarda. Essa crescente estabilização das galerias, deu solo para que nos anos 70 o mercado recebesse outras linguagens artísticas além das tradicionais (como a fotografia, videoarte, arte ambiental, performance, livro de artista, entre outros), modificando a forma como a galeria lidava com o público, exigindo diferentes espaços expositivos e políticas culturais (temos um forte desenvolvimento da arte-educação nesse período. Mesmo em meio a uma ditadura militar, a FUNARTE e a Pinacoteca do Estado de São Paulo despontavam como propiciadoras de formação artística de qualidade e com conscientização política. Escolas privadas adicionaram cursos de arte em seus currículos, assim como os museus abriram uma série de cursos. Temos também a fundação da Escola de Artes do Parque Lage no Rio de Janeiro e a Escola Brasil, em São Paulo). Contudo, há um grande trauma no final da década, o incêndio do MAM-RJ em 1978, com perda de cerca de 80% de seu acervo.
Com o aumento de instituições e zonas de comércio cultural em São Paulo, vemos um “boom” acontecer nos anos 80, quando funda-se boa parte das galerias que dominam o mercado até hoje, como a Luisa Strina, a Galeria Millan, a Nara Roesler, a Raquel Arnaud e a Casa Triângulo.
Temos outras galerias surgindo ao longo dos anos 90 também, como a Baró, Marilia Razuk e a Brito Cimino (depois tornando-se Luciana Brito), (Pinacoteca - Emanoel aquisições) assim como nos anos 2000 com a Fortes Vilaça (atualmente Fortes D’Aloia e Gabriel), a Bergamin & Gomide, a Vermelho, a Mendes Wood e a Leme.
Em 2004 foi fundado o Museu Afro-Brasil, o primeiro em São Paulo a contar em seu acervo com “diversos aspectos dos universos culturais africanos e afrobrasileiros” (site do Museu Afro-Brasil), fortalecendo, e muito, a subjetividade e a luta da comunidade negra no cenário institucional. Foi a partir dele e da regência de seu curador e diretor Emanoel Araújo, desde seu trabalho como diretor da Pinacoteca, que as instituições de arte passaram a dar passos fundamentais em direção à criação da consciência sobre a necessidade de revisar e reelaborar a história da arte na contemporaneidade, chegando ao passo da reparação ao passar a incluir artistas negres no mercado e em seus acervos.
Talvez a frente profissional mais tradicional para quem se forma no curso de artes visuais seja a produção artística, que por sua vez tem seu comércio realizado majoritariamente em galerias. Ao olharmos para o cenário local das artes paulistanas, nos deparamos com uma excessiva normatividade quanto ao local social dos participantes. As galerias, os museus, as diversas exposições em centro culturais e os currículos de disciplinas da área têm algo em comum: a grande maioria de artistas contemporâneos são pessoas brancas, cis e predominantemente homens. Em decorrência, questões surgiram: “Por que as galerias e museus escolhem estes sujeitos para representarem a arte contemporânea dentro de instituições e no currículo estudado em sala de aula? Por que nosso referencial ainda é tão dominado pela branquitude? Pessoas negras, indígenas e mulheres só entram em museus em grande quantidade quando existem questões tratando de suas ausências?”. Só a reflexão não era suficiente. Surgiu então o desejo de realizar um mapeamento que explicitasse esta iniquidade. Sabendo da impossibilidade espaço-temporal de realizar uma pesquisa extensiva nessa monografia que esgotasse os dados em todos os ambientes citados acima, foi escolhido o mercado de galerias como ponto central de problematização. Assim nasceu este projeto, que se propôs a reunir dados quantitativos e qualitativos sobre artistas das 24 principais galerias de arte da cidade de São Paulo no segundo semestre de 2019 (a pesquisa foi realizada entre os meses de agosto e dezembro).
Como ponto central da pesquisa, a relação de artistas de 24 das galerias de arte da cidade de São Paulo foram os primeiros dados a serem considerados, em um total de 619 nomes listados em um conjunto de tabelas – uma com informações individuais de cada galeria com as especificações de cada artista; uma com as especificações gerais quanto ao local de nascimento; e uma final, com os dados integrais de artistas de todas as 24 galerias. A primeira etapa teve início em junho de 2019, onde foi montada e enviada, para os e-mails disponibilizados nos respectivos sites das galerias, uma tabela com os itens: nome, gênero, raça e local de nascimento de todes artistes representades. Receberam esse e-mail as galerias: Andrea Rehder, Baró Galeria, Casa Triângulo, Central Galeria, Dan Galeria, Galeria Fortes D’aloia e Gabriel, , Galeria Janaína Torres, Galeria Jaqueline Martins, Galeria Leme, Galeria Luciana Brito, Galeria Luís Maluf, Galeria Luisa Strina, Galeria Lume, Galeria Marcelo Guarnieri, Galeria Marília Razuk, Galeria Mendes Wood, Galeria Millan, Galeria Nara Roesler, Sé Galeria, SIM Galeria, Galeria Superfície, Galeria Vermelho, Galeria Kogan Amaro e Zipper Galeria. Foi pedido para que esta tabela fosse preenchida com os dados pertinentes de todes artistas que são representades por cada uma.
Alguns e-mails foram respondidos ao longo de duas semanas, e passado este tempo, foi enviado um novo e-mail para aquelas galerias que ainda não haviam respondido. Entre essas respostas, tiveram algumas com a tabela preenchida como pedido, outras fizeram convites para conversas nas galerias (seguidas do preenchimento da tabela) e algumas se recusaram a participar da pesquisa. As galerias que responderam à pesquisa foram: Lume, Marilia Razuk, Dan Galeria, Central Galeria, Baró, Superfície, Luis Maluf, Janaina Torres, Marcelo Guarnieri e Jaqueline Martins. As que se recusaram a responder a pesquisa foram a Galeria Kogan Amaro e a Galeria Leme. A Galeria Nara Roesler respondeu avisando que iria fazer a coleta dos dados, mas nunca retornou com os mesmos. As outras nunca responderam o e-mail.
A segunda etapa da pesquisa - coleta de dados manualmente - teve início após a constatação de que algumas galerias não iriam responder com a tabela preenchida. Após tomar conhecimento de quais artistas eram representados por quem, o presente pesquisador pesquisou sobre as obras, a biografia, as imagens e o local de nascimento de cada uma das artistas através de seus sites pessoais e o da galeria que as representava. Foi utilizado este método devido a ser o mais ágil. A partir desta investigação, chegou-se à conclusão de qual era o gênero e a raça de cada artista. Entende-se aqui que a eficácia dos apontamentos para cada indivíduo pode ter uma margem de erro mínima. Também é importante pontuar aqui a consciência de que a coleta manual não foi realizada através do método da autodeclaração, a qual muitos tratam como formato mais preciso quanto a identidade cultural – porém, além de entendermos que este método aplicado nesta pesquisa seria exaustivo e possivelmente invasivo, também consideramos os inúmeros recentes episódios de fraude em concursos que exigiam a autodeclaração de PPI.
Assim como não sabemos quais das galerias que responderam o questionário foram em busca de uma autodeclaração individual de todes suas artistes representades ou se utilizaram outro método para compor a tabela. Destas apenas temos a palavra da trabalhadora que intermediou o contato entre o presente pesquisador e as informações pertencentes tanto às artistes quanto a galeria.
Após colhido e organizado todos os dados que a pesquisa se propôs a obter, as tabelas e suas respectivas listas foram criadas. Nestas, cada uma das galerias pesquisadas contém a unidade e as porcentagens respectivas sobre o gênero, a raça e o local de nascimento das artistas, seguidas de uma lista de todas elas somadas. A partir dos valores totais obtidos, se calculou a porcentagem de cada grupo representado e/ou ausente.
A divulgação desses dados foi pensada para diferentes mídias: foram produzidos infográficos que posteriormente vieram a ser publicados em uma conta criada no instagram para o projeto. Estes mesmos infográficos seriam adaptados em formato de zine e distribuídas para todas as galerias de arte citadas nesta pesquisa, além de também enviadas para alguns museus de arte da cidade de São Paulo, contudo, devido à pandemia do Covid-19 entendemos que não fazia sentido manter o plano de produção da publicação física. Foi feito um gráfico que reúne os dados combinados sobre raça e gênero; um gráfico que fala sobre a disparidade racial; um gráfico que fala sobre a disparidade geral de gênero; um gráfico que fala sobre a disparidade dos locais de nascimento; e gráficos que entrecruzam os dados em cada um dos segmentos como por exemplo, a disparidade racial entre as mulheres cis, ou a disparidade de gênero entre as pessoas brancas, etc. Todas as tabelas se manterão disponíveis para consulta livre na web pelo link que está nas referências bibliográficas.
É de nosso interesse deixar os procedimentos realizados para a estruturação desta pesquisa em plena evidência pois não pretendemos usar nenhum recurso que os maquila. O discurso que é construído aqui não carrega consigo uma verdade totalizante, mas um caráter processual. Ao mesmo tempo que há o manejo da construção desse projeto com uma metodologia científica, também há um tensionamento real e objetivo sobre as questões que ele aborda. A partir destas tabelas outros processos artísticos já estão a ser desenvolvidos e deixo em aberto para que haja a possibilidade de continuidade das investigações sobre o mesmo objeto de estudo. O planejamento do projeto visa que em sua segunda edição haja criação de um site que atualize semestralmente esses dados.
A partir dos dados coletados, podemos observar o tamanho da exclusão existente para alguns grupos dentro do circuito profissional das artes. Contudo, fica evidente que a questão mais alarmante corresponde à predominância de pessoas brancas. Dos 619 nomes levantados pela pesquisa, apenas 46 pessoas não são brancas. Destas, 27 são pessoas negras - 23 homens e apenas 4 mulheres; 14 são pessoas asiáticas - 9 homens e 5 mulheres; 4 são pardas4 - todos homens; e apenas 1 pessoa é indígena, no caso uma artista mexicana chamada Mariana Castillo Deball, ou seja, não temos indígenas nascidos no Brasil na lista.
Também é de suma importância citar que não havia nenhuma pessoa transgênera representada pelas galerias de arte pesquisadas no período da coleta. Nos grupos de não brancos já fica dada a maioria de homens, mas isso fica ainda mais evidente quando comparamos os dados gerais onde contamos com 426 homens cis e 196 mulheres cis. As mulheres brancas são o segundo número que aparece em maior quantidade, com 183 artistas. É ainda mais gritante a diferença racial entre as mulheres, pois as 4 mulheres cis negras representam somente 2,07% entre todas as mulheres, enquanto a única indígena presente representa 0,51%. Entre os homens por mais que a diferença seja levemente menor, ainda assim é enorme: os homens cis negros representam 5,39%, enquanto não há homens indígenas nas galerias de arte de São Paulo.
Quanto ao local de nascimento era de se esperar que as galerias de arte de São Paulo tivessem mais artistas da cidade e do Estado em seu circuito e isso se confirmou. O que chama atenção aqui é a quantidade de europeus, que superam em número todas as regiões brasileiras com exceção do Sudeste, além de todos os outros continentes da Terra; e o de estadunidenses, cujo número de artistas só não supera os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Rio Grande do Sul, além da Argentina. O estado de São Paulo é o que mais tem artistas com 203 (32,79%), sua capital se destaca tendo 153 (24,71%) enquanto todas as outras cidades juntas têm 50 (8,07%). No Brasil, a região Sudeste tem 326 (52,66%) artistas, seguida de longe pelo Nordeste com 39 (6,30%), pelo Sul com 38 (6,13%), pelo Distrito Federal com 8 (1,29%), pela região Norte com 7 (1,13%) e pelo Centro-Oeste com 6 (0,96%). Fora do Brasil, como dito anteriormente, o continente mais representado é a Europa, com 87 artistas (14,05%), seguido pela América do Sul, com 53 (8,56%), América do Norte, com 30 (4,84%), Ásia com 15 (2,42%), América Central com 9 (1,45%) e o continente africano com apenas 1 artista (0,16%), a nigeriana Otobong Nkanga. Alguns estados brasileiros não tiveram artistas representadas pelas galerias, estes são: Acre - Amapá - Amazonas - Roraima - Rondônia - Tocantins - Piauí - Mato Grosso.
Listamos abaixo todes artistes afro-brasileires da pesquisa: Emanoel Araújo, Helô Sanvoy, Eneida Sanches, CL Salvaro, Ícaro Lira, Camila Rocha, Nunca, Samuel de Saboia, Jaime Lauriano, Raphael Escobar, Vini Parisi, Crânio, Marepe, Pedro Motta, Alvaro Barrington, Antonio Obá, Deyson Gilbert, Otobong Nkanga, Paulo Nazareth, Rubem Valentim, Sônia Gomes, Alexandre Arrechea, Isaac Julien, René Francisco, Dalton Paula, Gustavo Speridião e Rafael RG.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE do segundo semestre de 20192, 57,05% da população brasileira é afrodescendente e a classe média negra já existe há mais de sete décadas, o que nos faz questionar quais são os motivos de uma tamanha falta de negres dentro do mercado de galerias de arte de São Paulo. A pesquisa também enfatiza que nos últimos anos houve um importante aumento na presença de estudantes PPI (Pretos, Pardos e Indígenas) dentro de universidades públicas e privadas, gerando um maior número de possíveis profissionais da cultura negres formades pelos cursos de artes visuais no país, dentre estes, muitos que visam uma carreira como artista. Esse aumento foi muito estimulado pela política de cotas raciais que reserva vagas para estudantes de escola pública e PPI, cujo dá seus primeiros passos no começo dos anos 2000 e tem sua consolidação com a lei nº 12.7115 em 2012. Assim, surge outra pergunta: será que a presença destes estudantes negres que entraram na universidade estão tendo uma proporcional inclusão no mercado de trabalho e no circuito institucional de arte depois de formades?
Mulheres cis? Brancas, porém apenas um terço da quantidade dos homens cis. Em 23 das 24 galerias havia mais homens cis do que mulheres cis. Apenas a Galeria Superfície aparece equilibrada, com 6 mulheres cis e 6 homens cis em seu grupo. Em todas as 24 galerias pesquisadas havia mais mulheres cis brancas do que cis negras. Sendo mais específico, em apenas 3 galerias haviam mulheres cis negras (2 na Mendes Wood, 1 na Andrea Rehder e 1 na Kogan Amaro) e apenas 1 indígena (Mendes Wood). Também é importante ressaltar aqui que as mulheres cis brancas aparecem em número oito vezes maior do que os homens cis negros (183 para 23). Abaixo listamos todas as mulheres representadas pelas galerias pesquisadas, com as mulheres negras e indígenas assinaladas em negrito:
Andrea Cypriano, Katia Canton, Alessandra Rehder, Cristina Ataíde, Eneida Sanches, Rita Gaspar Vieira, Sandra Lapage, Tatiana Arzamasova (Integrante do grupo AES+F), Amanda Mei, Courtney Smith, Elena Damiani, Maria Lynch, Maria Nepomuceno, Zhanna Kadirova, Joana Vasconcelos, Juliana Cerqueira Leite, Manuela Ribadeneira, Maricia Xavier, Mariana Palma, Sandra Cinto, Vânia Mignone, Anna Israel, Gabriela Mureb, Gisele Camargo, Mariana Manhães, Simone Cupello, Laura Miranda, Raquel Kogan, Adriana Varejão, Agnieszka Kurant, Bárbara Wagner, Beatriz Milhazes, Erika Verzutti, Gerben Mulder, Jac Leirner, Janaina Tschape, Leda Catunda, Lucia Laguna, Marina Rheingantz, Marine Hugonnier, Sara Ramo, Sergej Jensen, Sarah Lannan (artista do duo Simon Evans™), Valeska Soares, Ana Mazzei, Charbel-joseph H. Boutros, Letícia Parente, Lydia Okumura, Maria Noujaim, Martha Araújo, Regina Vater, Viola Yesiltaç, Ana Vitória Mussi, Anaisa Franco, Amalia Giacomini, Denise Milan, Renata Egreja, Alice Shintani, Amelia Toledo, Ana Paula Oliveira, Ana Sario, Angélica Teuta, Flávia Ribeiro, Gabriela Machado, Gerty Saruê, Laura Vinci, LIUBA, Luciana Ohira, Mariannita Luzzati, Niobe Xandó, Paola Junqueira, Silvia Velludo, Sonia Andrade, Tomie Ohtake, Ana Dias Batista, Johanna Calle, Lucia Mindlin Loeb, Mabe Bethonico, Maria Laet, Mariana Serri, Raquel Garbelotti, Renata Tassinari, Ana Prata, Lenora de Barros, Regina Parra, Sandra Antunes Ramos, Tatiana Blass, Débora Bolsoni, Yasmin Guimarães, Betty Leirner, Neide Sá, Anna Costa e Silva, Guga Szabzon, Ana Maria Tavares, Carla Zaccagnini, Carmela Gross, Chiara Banfi, Clara Ianni, Claudia Andujar, Dora Longo Bahia, Gabriela Albergaria, Lia Chaia, Marilá Dardot, Motta (do duo Motta e Lima), Rosângela Rennó, Tania Candiani, Helena Martins-Costa, Kika Levy, Kitty Paranaguá, Luciana Magno, Marcia Thompson, Renata Pelegrini, Sandra Mazzini, Talitha Rossi, Camila Rocha, Estela Sokol, Isabelle Borges, Katia Salvany, Luisa Almeida, Marcia Pastore, Nazareth Pacheco, Patricia Carparelli, Paula Costa, Ana Elisa Egreja, Candida Höfer, Jessica Mein, Marcia de Moraes, Sandra Gamarra, Vivian Caccuri, Fabiana de Barros, Liliana Porter, Paula Garcia, Regina Silveira, Rochelle Costi, Gasediel, Marie Luce Nadal, Leonor Antunes, Fernanda Gomes, Magdalena Jitrik, Luisa Lambri, Laura Lima, Renata Lucas, Anna Maria Maiolino, Lygia Pape, Nicolás Paris, Marina Saleme, Clarissa Tossin, Anna Bella Geiger, Dadamaino, Francesca Woodman, Iulia Nistor, Kishio Suga, Letícia Ramos, Mariana Castillo Deball, Marina Perez Simão, Naufus Ramírez-Figueroa, Nina Canell, Otobong Nkanga, Paloma Bosquê, Patricia Leite, Sofia Borges, Solange Pessoa, Sonia Gomes, Alice Miceli, Berna Reale, Brígida Baltar, Cristina Canale, Karin Lambrecht, Laura Vinci, Lucia Koch, Melanie Smith, Virginia de Medeiros, Denise Alves-Rodrigues, Maria Montero, Rebecca Sharp, Eliane Prolik, Julia Kater, Juliana Stein, Lais Myrrha, Marina Weffort, Adriana Duque, Ana Holck, Camila Soato, Camille Kachani, Carolina Ponte, Celina Portella, Flávia Junqueira, Graciela Sacco, Janaina Mello Landini, Katia Maciel, Monica Piloni e Romy Pocztaruk.
A galeria que apresenta a porcentagem mais baixa de homens cis brancos é a Mendes Wood, com 41,66%, e é também a que apresenta percentual mais alto de homens cis negros e de mulheres cis negras (13,88% e 5,55%). Em contraponto, a que apresenta porcentagem mais alta de homens cis brancos é a Galeria Luciana Brito, com 82,75%. As galerias que não fecharam acordo com nenhuma pessoa preta para seu grupo de artistas representados são: Baró – Casa Triângulo – Dan Galeria – Fortes D’Aloia e Gabriel – Lume – Marcelo Guarnieri – Marília Razuk – Millan – Superfície – Vermelho – Janaína Torres – Luciana Brito – SIM – Zipper.
[1] Fioravante, Celso. “Arco das Rosas: O Marchand como Curador”. Secretaria de Estado da Cultura/Casa das Rosas. 120 p. 2001.
[2] IBIDEM.
[3] REX Gallery & Sons (São Paulo, SP). In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020.
[4] Todas as pessoas racializadas como “pardas” vieram das tabelas
Nota editorial: a nota 4 está interrompida no arquivo. A chamada “2019²” após a PNAD não apresenta uma referência bibliográfica correspondente verificável no manuscrito. Essas lacunas foram preservadas.
adriana duque, adriana varejão, agnieszka kurant, alessandra rehder, alexandre arrechea, alice miceli, alice shintani, alvaro barrington, amalia giacomini, amanda mei, amelia toledo, ana dias batista, ana elisa egreja, ana holck, ana maria tavares, ana mazzei, ana paula oliveira, ana prata, ana sario, ana vitória mussi, anaisa franco, andrea cypriano, angélica teuta, anna bella geiger, anna costa e silva, anna israel, anna maria maiolino, antonio obá, bárbara wagner, beatriz milhazes, berna reale, betty leirner, brígida baltar, camila rocha, camila soato, camille kachani, candida höfer, carla zaccagnini, carmela gross, carolina ponte, celina portella, charbel- joseph h. boutros, chiara banfi, cl salvaro, clara ianni, clarissa tossin, claudia andujar, courtney smith, crânio, cristina ataíde, cristina canale, dadamaino, dalton paula, débora bolsoni, denise alves-rodrigues, denise milan, deyson gilbert, dora longo bahia, elena damiani, eliane prolik, emanoel araújo, eneida sanches, erika verzutti, estela sokol, fabiana de barros, fernanda gomes, flávia junqueira, flávia ribeiro, francesca woodman, gabriela albergaria, gabriela machado, gabriela mureb, gasediel, gerben mulder, gerty saruê, gisele camargo, graciela sacco, guga szabzon, gustavo speridião, helena martins-costa, helô sanvoy, ícaro lira, isaac julien, isabelle borges, iulia nistor, jac leirner, jaime lauriano, janaina mello landini, janaina tschape, jessica mein, joana vasconcelos, johanna calle, julia kater, juliana cerqueira leite, juliana stein, karin lambrecht, katia canton, katia maciel, katia salvany, kika levy, kishio suga, kitty paranaguá, lais myrrha, laura lima, laura miranda, laura vinci, leda catunda, lenora de barro, leonor antunes, letícia parente, letícia ramos, lia chaia, liliana porter, liuba, lucia koch, lucia laguna, lucia mindlin loeb, luciana magno, luciana ohira, luisa almeida, luisa lambri, lydia okumura, lygia pape, mabe bethonico, magdalena jitrik, manuela ribadeneira, marcia de moraes, marcia pastore, marcia thompson, marepe, maria laet, maria lynch, maria montero, maria nepomuceno, maria noujaim, mariana castillo deball, mariana manhães, mariana palma, mariana serri, mariannita luzzati, maricia xavier, marie luce nadal, marilá dardot, marina perez simão, marina rheingantz, marina saleme, marina weffort, marine hugonnier, martha araújo, melanie smith, monica piloni, motta (do duo motta e lima), naufus ramírez-figueroa, nazareth pacheco, neide sá, nicolás paris, nina canell, niobe xandó, nunca, otobong nkanga, paloma bosquê, paola junqueira, patricia carparell, patricia leite, paula costa, paula garcia, paulo nazareth, pedro motta, rafael rg, raphael escobar, raquel garbelotti, raquel kogan, rebecca sharp , regina parra, regina silveira, regina vater, renata egreja, renata lucas, renata pelegrini, renata tassinari, rené francisco, rita gaspar vieira, rochelle costi, romy pocztaruk, rosângela rennó, rubem valentim, samuel de saboia, sandra antunes ramos, sandra cinto, sandra gamarra, sandra lapage, sandra mazzini, sara ramo, sarah lannan (artista do duo simon evans™, sergej jensen, silvia velludo, simone cupello, sofia borges, solange pessoa, sonia andrade, sonia gomes, talitha rossi, tania candiani, tatiana arzamasova (integrante do grupo aes+f), tatiana blass, tomie ohtake, valeska soares, vânia mignone, vini parisi, viola yesiltaç, virginia de medeiros, vivian caccuri, yasmin guimarães, zhanna kadirova.
ARQUIVO VISUAL
Reproduções históricas. As categorias, os percentuais e os desenhos foram mantidos como aparecem no arquivo. Consulte as notas críticas abaixo: os gráficos contêm divergências e não comprovam identidades individuais nem uma ausência real de pessoas trans ou indígenas. Abra cada imagem para ampliar.
Os gráficos das páginas 10, 11, 13 e 14 acompanham a leitura acima. As demais pranchas estão reunidas a seguir. Na tela, as reproduções usam contraste escuro; os arquivos ampliados preservam as cores do manuscrito.
PRANCHA / 12

homem cis mulher cis homem cis mulher cis homem cis mulher cis homem cis mulher cis 0% homem cis 0% mulher cis 17,86% disparidade de gênero entre pessoas brancas 66,90% 31,39% disparidade de gênero entre pessoas negras disparidade de gênero entre pessoas asiáticas 69,23% 30,77% disparidade de gênero entre pessoas pardas disparidade de gênero entre pessoas indígenas 82,14% 100% 100%
PRANCHA / 15

disparidade local de nascimento entre estados no sudeste 31,21% são paulo 62,27% rio de janeiro minas gerais espírito santo 13,80% 0,61% disparidade local de nascimento entre estados no nordeste 33,33% 33,33% bahia pernambuco ceará alagoas paraíba rio grande do norte maranhão 10,26% 7,69% 7,69% 5,13% 2,56% disparidade local de nascimento entre estados no centro-oeste 28,57% goiás mato grosso do sul brasília 14,29% 54,14% disparidade local de nascimento entre estados no norte pará 100% disparidade local de nascimento entre estados no sul 57,89% rio grande do sul paraná santa catarina 31,58% 10,53%
PRANCHA / 16

brasil argentina colômbia peru venezuela chile uruguai equador cuba guatemala costa rica eua méxico nigéria rússia japão china líbano korea paquistão frança reino unido portugal itália alemanha espanha suiça holanda hungria suécia dinamarca ucrânia krnov polônia república tcheca bulgária lituânia romênia iguslávia eslovênia escócia disparidade local de nascimento entre países e continentes 76% 3,19% 1,22% 0,61% 0,61% 0,36% 0,36% 0,12% 0,73% 0,24% 0,12% 2,33% 1,35% 0,12% 0,61% 0,49% 0,24% 0,24% 0,12% 0,12% 1,84% 1,47% 1,35% 0,98% 0,98% 0,85% 0,73% 0,49% 0,24% 0,24% 0,24% 0,12% 0,12% 0,12% 0,12% 0,12% 0,12% 0,12% 0,12% 0,12% 0,12% américa do sul 82,47% américa central 1,09% américa do norte 3,68% áfrica 0,12% ásia 1,82% europa 10,61%
PRANCHA / 17

brasil argentina colômbia peru venezuela chile uruguai equador cuba guatemala costa rica eua méxico nigéria rússia japão china líbano korea paquistão disparidade local de nascimento entre países na américa do sul 92,11% 3,87% 1,49% 0,74% 0,74% 0,44% 0,44% 0,14% disparidade local de nascimento entre países na américa central 66,67% 22,22% 11,11% disparidade local de nascimento entre países na américa do norte 63,33% 36,67% disparidade local de nascimento entre países na áfrica 100% disparidade local de nascimento entre países na ásia 33,33% 26,67% 13,33% 13,33% 6,67% 6,67%
PRANCHA / 18

frança reino unido portugal itália alemanha espanha suiça holanda hungria suécia dinamarca ucrânia krnov polônia república tcheca bulgária lituânia romênia iguslávia eslovênia escócia américa do sul américa central américa do norte áfrica ásia europa disparidade local de nascimento entre países na europa 17,27% 13,79% 12,64% 9,20% 9,20% 8,05% 6,90% 4,60% 2,30% 2,30% 2,30% 1,15% 1,15% 1,15% 1,15% 1,15% 1,15% 1,15% 1,15% 1,15% 1,15% disparidade local de nascimento entre continentes 82,47% 1,09% 3,68% 0,12% 1,82% 10,61%
PRANCHA / 19

disparidade racial; disparidade de gênero cis; disparidade de gênero trans; disparidade racial entre mulheres cis; disparidade racial entre homens cis; disparidade por local de nascimento (estados); disparidade por local de nascimento (região); disparidade por local de nascimento (países); disparidade por local de nascimento (continente).
NOTAS EDITORIAIS · 6 NOVEMBRO 2026
As observações desta seção pertencem à edição atual da YURA. Não são declarações novas do autor dentro do manuscrito e não substituem seu conteúdo. A comparação abrange o PDF de 20 páginas e as tabelas que ele referencia, consultadas em 6 de novembro de 2026. As tabelas são documentos distintos, sujeitos a revisões: sua versão atual não equivale automaticamente à base utilizada na exportação histórica do PDF.
O método original combinou respostas das galerias com inferências do pesquisador a partir de imagens, obras e biografias. O próprio texto informa que não houve autodeclaração na coleta manual e que o procedimento das galerias não foi confirmado. Assim, raça, gênero e pertencimento indígena aqui registrados devem ser entendidos como classificações históricas da pesquisa, sujeitas a erro, e não como identidades confirmadas das pessoas citadas. A “margem de erro mínima” mencionada pelo manuscrito não foi demonstrada por uma avaliação de confiabilidade.
Imagens e biografias não permitem determinar se uma pessoa é cis ou trans, nem estabelecer pertencimento a um povo indígena. “Não identificado na coleta” não significa “inexistente”. O zero atribuído a pessoas trans e as conclusões sobre pessoas indígenas não sustentam afirmações de ausência real. A categoria “trans” também não constitui um terceiro gênero exclusivo de “homem” e “mulher”. A classificação de Mariana Castillo Deball como indígena, por exemplo, é reproduzida como atribuição do levantamento, sem confirmação de autodeclaração ou pertencimento nesta edição. Não foram produzidas novas classificações individuais.
O manuscrito informa 619 nomes, 426 homens e 196 mulheres; a soma dos dois últimos números é 622. Os próprios subtotais femininos do texto — 183 brancas, 4 negras, 5 asiáticas e 1 indígena — somam 193. A tabela vinculada registra 193 mulheres. Portanto, 426 + 193 = 619, e a diferença de três coincide com a divergência entre 196 e 193. Esta é uma explicação aritmética sustentada pelos documentos, mas não uma reconstituição definitiva da versão histórica da base.
| Documento / cálculo | Valores | Leitura crítica |
|---|---|---|
| Prosa do PDF, p. 7 | 426 + 196 = 622; total declarado 619 | Inconsistência interna de três unidades. |
| Subtotais femininos da prosa | 183 + 4 + 5 + 1 = 193 | Compatível com o subtotal feminino da tabela. |
| Tabela Final vinculada, consulta de 2026 | 425 homens + 193 mulheres + 1 pessoa não binária = 619 | A versão consultada difere da classificação binária da prosa. |
| Totais declarados nas 24 galerias | 620 | A nota da tabela desconta uma ocorrência de Tomie Ohtake no total geral. |
A tabela com todos os dados, cujo metadado de última alteração informa 1º de dezembro de 2020, registra uma pessoa como “não-binárie”. Isso não permite inferir que essa pessoa se identifique como trans, mas impede tratar a versão atual da tabela como se contivesse apenas homens e mulheres. O total por raça também difere: a tabela registra 24 pessoas negras, enquanto o manuscrito registra 27. Os subtotais raciais da tabela consultada, por sua vez, somam 618, diante do total declarado de 619. Não foi identificada uma versão congelada da base que reconcilie todas essas diferenças.
A soma dos totais das galerias é 620. A nota original informa que Tomie Ohtake foi contada em cada uma de duas galerias e uma única vez no total, produzindo 619. Há, porém, outras repetições nominais: Afonso Tostes, Laura Vinci, Mario Cravo Neto, Rafael Alonso, Rodrigo Andrade e Marcelo Moscheta aparecem em mais de uma galeria na tabela consultada. Além disso, uma linha pode designar um coletivo com vários integrantes: AES+F, por exemplo, aparece com “3 homens e 1 mulher”. Há também duos e grupos com formas de registro diferentes.
Uma linha, um vínculo artista–galeria e uma pessoa são unidades diferentes. A planilha combina essas unidades e sua deduplicação não está integralmente documentada. Por isso, a edição preserva “619” como total declarado pelo estudo; não o apresenta como uma contagem auditada de 619 pessoas distintas. Uma atualização exigiria identificadores de pessoas e coletivos, critérios uniformes de expansão de integrantes, registros de representação e deduplicação de toda a base.
Há divergências além da soma geral. A prosa e a tabela apontam 4 mulheres classificadas como negras e 5 como asiáticas, mas os gráficos das pp. 11–13 trazem valores compatíveis com a troca desses dois subtotais: 2,59% corresponde a 5/193 e 2,07% a 4/193. O gráfico de gênero entre pessoas negras usa 82,14% e 17,86%, compatíveis com 23/28 e 5/28, enquanto a prosa declara 27 pessoas negras. Entre pessoas brancas, 66,90% + 31,39% = 98,29%, sem explicação para a diferença. Os valores gráficos foram preservados, sem correção sobre a imagem.
As categorias “negra”, “parda”, “asiática”, “branca”, “indígena” e “cabocla” variam entre documentos. Essa taxonomia não é uma reprodução uniforme da classificação do IBGE. A comparação do manuscrito com a população brasileira exige atenção a esse descompasso, ao recorte paulistano e ao procedimento de classificação utilizado.
A tabela de locais de nascimento soma 424 registros no Brasil e 195 no exterior, totalizando 619. Já o gráfico da p. 16 atribui 76% ao Brasil e 10,61% à Europa; 87/619 corresponde a aproximadamente 14,05%, como consta na tabela e na prosa. Esses gráficos não utilizam de modo consistente o denominador 619. Na p. 15, os percentuais apresentados para os estados do Sudeste somam 107,89%; a tabela registra 76/326 = 23,31% para o Rio de Janeiro, diante de 31,21% no gráfico. No mesmo conjunto, 8/14 corresponde a 57,14% para Brasília, diante de 54,14% impresso.
Na p. 14, o Nordeste aparece com 6,10%, embora a tabela registre 39 dos 424 nascimentos brasileiros (aproximadamente 9,20%). A geografia histórica mistura escalas: Brasília/DF aparece separada do Centro-Oeste na prosa; “Krnov”, uma cidade, aparece entre países; Rússia, Reino Unido e Escócia recebem tratamentos que precisariam ser uniformizados numa revisão. Local de nascimento também não equivale a nacionalidade, residência ou pertencimento cultural. A expressão “afro-brasileires” introduz uma lista que inclui pessoas nascidas fora do Brasil; ela foi mantida como formulação original.
A pesquisa remete a 2019: o texto situa os primeiros contatos em junho e a coleta entre agosto e dezembro. O PDF não declara uma data de redação. Seus metadados registram criação e modificação em 1º de agosto de 2020, informação técnica de exportação que não comprova a data de redação final. Esta página foi publicada em 6 de novembro de 2026 e não foi retrodatada.
A passagem que situa a fundação do MASP nos anos 1950 contém uma imprecisão: o museu informa fundação em 1947. A galeria Luisa Strina, incluída no parágrafo sobre fundações nos anos 1980, informa ter sido fundada em 1974. A biografia de Raquel Arnaud situa sua primeira galeria em 1973 e sua direção da Arte Global no mesmo período; isso diverge da passagem que as situa nos anos 1960. Sobre o incêndio de 1978, o MAM Rio publicou em 2023 o resultado de sua pesquisa de acervo: 50,8% de 1.150 obras atingidas, diante dos 80% mencionados no manuscrito. Essas informações não foram substituídas dentro do original. A cifra de 57,05% atribuída à PNAD não vem acompanhada de identificação suficiente da tabela ou série estatística para sua reprodução nesta edição como dado conferido. A nota 4 está interrompida e o trecho “(Pinacoteca - Emanoel aquisições)” permanece como fragmento de elaboração. As referências bibliográficas foram transcritas como constam no PDF; sua presença não significa que todos os dados históricos estejam integralmente documentados.
O levantamento documenta uma seleção de 24 galerias paulistanas em um período delimitado; não é um censo nacional, uma amostra probabilística ou um diagnóstico atualizado do mercado. A expressão original “principais galerias” não vem acompanhada de um critério reproduzível de seleção. A publicação atual retoma o acesso ao manuscrito e a leitura crítica de sua circulação. Ela não apresenta uma nova coleta, uma revisão por pares ou uma validação da metodologia. As referências a exposições, políticas, instituições e pessoas pertencem ao contexto histórico do texto.
A edição de leitura recompõe a ordem de títulos, colunas, parágrafos, notas e legendas do PDF e remove apenas quebras de linha impostas pela diagramação. A grafia, a linguagem inclusiva, as listas, os dados e as conclusões do manuscrito foram preservados. A assinatura desta edição foi atualizada para ARIÊ. A tabela e os elementos gráficos permanecem consultáveis em sua forma original; a transcrição não pretende reproduzir cada escolha tipográfica. Resumos, apresentação em inglês, legendas de navegação e notas editoriais são acréscimos identificados de 2026. Não foram acrescentadas fotografias, obras de terceiros ou imagens geradas.
FOR OUR INTERNATIONAL READERS
In 2019, artist and researcher ARIÊ investigated how race, gender and place of birth appeared in the representation lists of 24 art galleries in São Paulo. This edition makes his complete Portuguese manuscript available alongside the unchanged original PDF, its visual material, an editorial audit and a selection of directly checked publications discussing the project.
The manuscript brings a brief history of São Paulo’s gallery circuit into dialogue with questions of access, visibility and racial inequality in contemporary art. It combines gallery responses with classifications inferred from images and biographies. Those classifications are historical research records, not verified identities. Missing information cannot establish that trans or Indigenous people were absent.
According to the author, this is the first publication of this complete 20-page manuscript. A related article, also by ARIÊ, appeared on Projeto Afro on 8 October 2020; it is a different publication of the same research. The research date, the undated manuscript and this YURA publication on 6 November 2026 must be distinguished. Present-day editorial notes document inconsistent totals, collective entries, repeated names and differences between versions of the data. They do not silently revise the original or claim a new dataset. The complete text below remains in Portuguese.
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CIRCULAÇÃO DOCUMENTADA
Seleção exploratória de fontes verificadas diretamente para esta edição. Publicação autoral, referência acadêmica, reportagem, entrevista e menção têm relações diferentes com o projeto. Essas ocorrências não demonstram leitura deste manuscrito integral nem validam sua metodologia. Não se trata de um inventário exaustivo; traduções e cópias do mesmo texto não são contadas como novas obras.
Capítulo de reflexão curatorial
Nomeia o NegresTudo e ARIÊ, discute o levantamento como iniciativa de produção de dados sobre desigualdades no sistema da arte e remete ao artigo do Projeto Afro na nota 36. Retoma o resultado sobre a predominância branca; a discussão não constitui validação do método nem referência a esta edição integral.
Citação acadêmica / TCC
Utiliza o gráfico racial do Negrestudo na justificativa do projeto audiovisual e cita ARIÊ (2020). A nota 2 remete diretamente ao artigo publicado no Projeto Afro. É uma citação acadêmica da divulgação anterior da pesquisa.
Capítulo / discussão de arte e visualização de dados
Analisa o Negrestudo como crítica institucional e visualização de dados, reproduz resultados e atribui a autoria a ARIÊ. Referencia o Projeto Afro e o perfil @negres.tudo. O arquivo está hospedado em diretório de maio de 2025, o que não comprova, por si, a data editorial. As afirmações de comprovação de exclusão e identidade são da autora do capítulo e não eliminam os limites metodológicos esclarecidos nesta edição.
Publicação autoral relacionada
Texto do mesmo autor sobre a mesma pesquisa, com abertura relacionada aos debates de 2020 e trechos de método e resultados em comum. Não é este PDF integral: não reproduz a apresentação histórica, a lista completa e toda a sequência gráfica do manuscrito. A etapa de inferência manual é explicitada no PDF e não aparece com a mesma extensão na versão do site.
Discussão crítica / reportagem
Discute o levantamento de 2019, atribui a autoria a ARIÊ e comenta sua circulação no Instagram. Trata da pesquisa já divulgada, não demonstra acesso ao manuscrito integral publicado aqui.
Entrevista / recomendação pública
Na entrevista concedida em fevereiro de 2021, Carollina Lauriano recomenda acompanhar o Negrestudo. É recomendação de projeto, não citação acadêmica ou validação metodológica.
Citação acadêmica
Inclui na bibliografia o artigo de ARIÊ publicado no Projeto Afro em 2020. DOI: 10.20396/visuais.v7i1.15657.
Reportagem
Utiliza dados atribuídos ao Negrestudo e remete ao Projeto Afro. A reportagem reproduz números e uma janela temporal que divergem entre documentos; aqui se registra essa circulação sem importar a transcrição como correção da base.
Ensaio em publicação cultural / referência bibliográfica
Discute o mapeamento de 24 galerias desenvolvido por ARIÊ em 2019 e referencia expressamente sua publicação de 2020 no Projeto Afro.
Citação acadêmica
A bibliografia referencia o artigo do Projeto Afro, assinado ARIÊ. DOI: 10.26512/2447-2484.2022.v21.n1.e43694.
Texto institucional de divulgação cultural
Apresenta e comenta o Negrestudo e o recorte das 24 galerias. A descrição do método nesse texto não abrange todas as ressalvas da coleta manual explicitadas no manuscrito.
Citação acadêmica em inglês
Inclui na bibliografia a publicação de ARIÊ no Projeto Afro. DOI: 10.31273/an.v10i2.1435. É uma referência à circulação anterior da pesquisa.
Comunicação institucional / uso dos dados
Reproduz e discute dados atribuídos ao Negrestudo de ARIÊ, publicados pelo Projeto Afro. A janela “2018–2020” adotada pela HOA não corresponde à data de coleta declarada no manuscrito.
Reportagem
Menciona o mapeamento de 2019 do Negrestudo e seus totais declarados no debate sobre representação e curadoria.
O levantamento anterior também aponta dissertações e trabalhos de conclusão de curso (USP, UFC e CELACC), capítulos, materiais didáticos e outras menções. Algumas fontes oficiais não puderam ser reabertas ou tiveram a passagem pertinente ainda não confirmada nesta conferência. Por isso, esses registros não foram promovidos aqui a citações integralmente confirmadas.
O registro de circulação pode receber novas entradas e correções com indicação de fonte, autoria, data e localização da passagem.
Estes são os documentos vinculados na p. 20 do PDF. São fontes distintas do arquivo preservado; versões posteriores podem apresentar diferenças.
As referências de Celso Fioravante, da Enciclopédia Itaú Cultural e da Lei nº 12.711 estão transcritas nas notas do manuscrito, acima. O registro do catálogo de Celso Fioravante, de 2001, foi localizado no ICAA/Museum of Fine Arts, Houston; o registro bibliográfico não verifica, por si, cada afirmação histórica do manuscrito. Novos links de verificação histórica aparecem apenas nas notas editoriais.
“Negrestudo, mapeamento de galerias.pdf”, 20 páginas. Pesquisa de ARIÊ. O arquivo para consulta e download preserva os mesmos bytes do PDF fornecido pelo autor. O documento original continua disponível também em seu endereço no Drive, sujeito às permissões daquele serviço.
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ARIÊ. Negrestudo: mapeamento da raça, gênero e local de nascimento de artistas representades pelas galerias de arte da cidade de São Paulo. Pesquisa de 2019. Manuscrito de 20 páginas; edição de leitura: YURA Journal, 2026.
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